quinta-feira, 5 de novembro de 2009

8 de novembro de 2009: Caminhada Religiosa do Subúrbio

Concentração: Rua Alm. Morão de Sá, na altura do final de linha da Escola de Menores - Bairro: Paripe - Horário: 8:00AM

Realização: Comissão pela Caminhada Religiosa do Subúrbio

(Ilê Axé Torrunde / Ilê Axé Odetolá / Ilê Axé Oiá Deji / Ilê Axé Omin Ala / Ilê Axé Gedemerê / Ter. Jeje Dahomê / Ilê Axé Iyá Tomin / Ilê Axé Ogodogê)

Fonte: Recebido por e-mail

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Festa no Terreiro Santa Bárbara



Este final de semana é especial para o Terreiro Santa Bárbara, localizado em Lauro de Freitas. No sábado a partir das 20 horas, tem festa para Gongobira, uma divindade do candomblé angola que é parecida com Oxóssi da nação ketu.

Já no domingo completam-se os 25 anos do presente em homenagem a Dandalunda que é depositado pela comunidade do terreiro nas águas da Lagoa do Abaeté. O cortejo vai sair às 9 horas . O Santa Bárbara está reabrindo após mais um ano de luto por conta da morte de Mãe Dazinha, que era a mãe-pequena da Casa.

As festas de Pai Valdemir são famosas pela beleza. Quem quiser saber como chegar ao terreiro Santa Bárbara é só ligar para 3379-3412.

II Lavagem da BPEB



Seminário "Empreendedorismo e Turismo Afro, oportuidades com Copa do Mundo e Olimpiadas no Rio de Janeiro"

Associação Nacional do Turismo Afro Brasileiro, realiza seminário de "Empreendedorismo e Turismo Afro, oportunidades com Copa do Mundo e Olimpiadas no Rio de Janeiro" dia 03 de Dezembro das 14 ás 18 horas no auditório da Riotur!

Praça Pio X, 119 - 9º andar

Objetivo:- Debater a criação de politicas públicas e ações afirmativas para a implementação do Turismo Afro Empresarial Sustentável

Atrações:

* Lançamento da Feira Expo Afro;
* Mostra Internacional de Vinhos e Culinária Africa- Brasil-Cuba

Idalização e Direção:- Francisco Henrique
Informações:- ( 21 ) 9673-4498
assocnacionalafro@yahoo.com.br


Apoio: Riotur, Turisrio , Revista Afro, Beco do Rato, Casa Del Caribe.
Fonte: Recebido por e-mail.

Eparrei Oyá!



Dia: Quarta-feira
Cores: Marrom, Vermelho e Rosa
Símbolos: Espada e Eruesin
Elementos: Ar em movimento, Fogo
Domínios: Tempestades, Ventanias, Raios, Morte
Saudação: Epahei!

O maior e mais importante rio da Nigéria chama-se Níger, é imponente e atravessa todo o país. Rasgado, espalha-se pelas principais cidades através de seus afluentes por esse motivo tornou-se conhecido com o nome Odò Oya, já que ya, em iorubá, significa rasgar, espalhar. Esse rio é a morada da mulher mais poderosa da África negra, a mãe dos nove orum, dos nove filhos, do rio de nove braços, a mãe do nove, Ìyá Mésàn, Iansã (Yánsàn).

Embora seja saudada como a deusa do rio Níger, está relacionada com o elemento fogo. Na realidade, indica a união de elementos contraditórios, pois nasce da água e do fogo, da tempestade, de um raio que corta o céu no meio de uma chuva, é a filha do fogo-Omo Iná.

A tempestade é o poder manifesto de Iansã, rainha dos raios, das ventanias, do tempo que se fecha sem chover.

Iansã é uma guerreira por vocação, sabe ir à luta e defender o que é seu, a batalha do dia-a-dia é a sua felicidade. Ela sabe conquistar, seja no fervor das guerras, seja na arte do amor. Mostra o seu amor e a sua alegria contagiantes na mesma proporção que exterioriza a sua raiva, o seu ódio. Dessa forma, passou a identificar-se muito mais com todas as actividades relacionadas com o homem, que são desenvolvidas fora do lar; portanto não aprecia os afazeres domésticos, rejeitando o papel feminino tradicional. Iansã é a mulher que acorda de manhã, beija os filhos e sai em busca do sustento.

O facto de estar relacionada com funções tipicamente masculinas não afasta Iansã das características próprias de uma mulher sensual, fogosa, ardente; ela é extremamente feminina e o seu número de paixões mostra a forte atracção que sente pelo sexo oposto. Iansã (Oyá) teve muitos homens e verdadeiramente amou todos. Graças aos seus amores, conquistou grandes poderes e tornou-se orixá.

Assim, Iansã tornou-se mulher de quase todos os orixás. Ela é arrebatadora, sensual e provocante, mas quando ama um homem só se interessa por ele, portanto é extremamente fiel e possessiva. Todavia, a fidelidade de Iansã não está necessariamente relacionada a um homem, mas às suas convicções e aos seus sentimentos.

Algumas passagens da história de Iansã relacionam-na com antigos cultos agrários africanos ligados à fecundidade, e é por isso que a menção aos chifres de novilho ou búfalo, símbolos de virilidade, surgem sempre nas suas histórias. Iansã é a única que pode segurar os chifres de um búfalo, pois essa mulher cheia de encantos foi capaz de transforma-se em búfalo e tornar-se mulher da guerra e da caça.

Oyá é a mulher que sai em busca do sustento; ela quer um homem para amá-la e não para sustentá-la. Desperta pronta para a guerra, para a sua lida do dia-a-dia, não tem medo do batente: luta e vence.

Características dos filhos de Iansã / Oyá

Para os filhos de Oyá, viver é uma grande aventura. Enfrentar os riscos e desafios da vida são os prazeres dessas pessoas, tudo para elas é festa. Escolhem os seus caminhos mais por paixão do que por reflexão. Em vez de ficar em casa, vão à luta e conquistam o que desejam.

São pessoas atiradas, extrovertidas e directas, que jamais escondem os seus sentimentos, seja de felicidade, seja de tristeza. Entregam-se a súbitas paixões e de repente esquecem, partem para outra, e o antigo parceiro é como se nunca tivesse existido. Isso não é prova de promiscuidade, pelo contrário, são extremamente fiéis à pessoa que amam, mas só enquanto amam.

Estas pessoas tendem a ser autoritárias e possessivas; o seu génio muda repentinamente sem que ninguém esteja preparado para essas guinadas. Os relacionamentos longos só acontecem quando controlam os seus impulsos, aí, são capazes de viver para o resto da vida ao lado da mesma pessoa, que deve permitir que se tornem os senhores da situação.

Os filhos de Oyá, na condição de amigos, revelam-se pessoas confiáveis, mas cuidado, os mais prudentes, no entanto, não ousariam confiar-lhe um segredo, pois, se mais tarde acontecer uma desavença, um filho de Oyá não pensará antes de usar tudo que lhe foi contado como arma.

O seu comportamento pode ser explosivo, como uma tempestade, ou calmo, como uma brisa de fim de tarde. Só uma coisa o tira do sério: mexer com um filho seu é o mesmo que comprar uma briga de morte: batem em qualquer um, crescem no corpo e na raiva, matam se for preciso.


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Hoje tem caminhada dos terreiros contra o preconceito


O Dia da Consciência Negra é festejado apenas em 20 de novembro, mas os representantes da cultura africana já começam a se mobilizar contra o preconceito hoje com a 3ª Caminhada dos Terreiros de Matriz Africana e Afro-descendentes. São esperadas cerca de 7 mil pessoas, entre praticantes de religiões de origem africana, como o candomblé, e outros cultos. A intenção é reivindicar que o governo do Estado reconheça os terreiros e valorize as raízes históricas dos afro-descendentes.

A concentração para o evento será às 15h, no Marco Zero, Centro do Recife. Os participantes farão um culto aos orixás e, em seguida, entregam ao governador do Estado, Eduardo Campos, a carta de manifesto dos terreiros. O documento pede, entre outras coisas, a implantação da lei federal nº 10.639 de 2003, que inclui o ensino da história africana no currículo dos ensinos fundamental e médio. “Nas aulas, os negros são mostrados apenas como escravos trazidos da África. As pessoas se esquecem que, nos países de origem, esses povos tinham uma vida e uma cultura própria”, explica Mãe Elza, uma das organizadoras da caminhada.

A segunda reivindicação principal diz respeito ao mapeamento dos terreiros de Pernambuco. Essa organização daria a eles acesso a benefícios como isenção de impostos, por exemplo. “Atualmente, a Bahia é o único Estado que já começou a fazer esse trabalho de registro, mas, com o apoio do governo, podemos concluir nosso mapeamento até meados de junho”, afirma Mãe Elza.

Após a entrega da carta, os participantes do evento farão caminhada pela Avenida Rio Branco, Praça da República, Rua do Sol, Avenida Guararapes e Avenida Dantas Barreto. O trajeto termina no memorial Zumbi dos Palmares, que fica em frente à Praça do Carmo, também na área central da cidade. Lá, haverá um novo culto e dança. “Queremos que as pessoas conheçam nossa religião como ela realmente é. Elas acreditam que nossa crença é ligada ao demônio, mas ele não faz parte da nossa mitologia. O que cultuamos são as divindades da natureza”, completa Mãe Elza.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Matriarcado no Candomblé



Em África, era comum mulheres participarem do Conselho dos Ministros. Elas tinham organizações próprias e lideravam um intenso comércio que incluia rotas internacionais. Foi por isso, que na Bahia, a partir século XIX, elas conseguiram o que parecia impossível. Deram à luz a uma Organização religiosa, que conciliou tradições de diferentes povos da Diáspora Africana, resistindo à escravidão e a perseguição policial, com diplomacia, inteligência e fé.

Esta produção é uma Grande-Reportagem produzida por Urânia Munzanzu, Vilma Neres e Lívia Machado, estudantes de Comunicação Social (Jornalismo), através do Centro Universitário Jorge Amado. Uma produção pensada para a disciplina de Telejornalismo II, sob orientação da Mestra Silvana Moura.

Fonte: You Tube

domingo, 1 de novembro de 2009

Ossaim


DIA: Quinta-feira.
CORES: Verde e Branco.
SÍMBOLOS: Haste ladeada por sete lanças com um pássaro no topo (árvore estilizada).
ELEMENTOS: Floresta e Plantas selvagens (Terra).
DOMÍNIOS: Medicina e Liturgia através das folhas.
SAUDAÇÃO: Ewé ó!

Kó si ewé, kó sí Òrìsà, ou seja, sem folhas não há orixá, elas são imprescindíveis aos rituais do Candomblé. Cada orixá possui suas próprias folhas, mas só Ossaim (Òsanyìn) conhece os seus segredos, só ele sabe as palavras (ofó) que despertam o seu poder, a sua força.

Ossaim desempenha uma função fundamental no Candomblé, visto que sem folhas, sem a sua presença, nenhuma cerimónia pode realizar-se, pois ele detém o axé que desperta o poder do ‘sangue’ verde das folhas.

Ossaim é o grande sacerdote das folhas, grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas e milagres, pode trazer progresso e riqueza. È nas folhas que está à cura para todas as doenças, do corpo ou do espírito. Portanto, precisamos lutar por sua preservação, para que consequências desastrosas não atinjam os seres humanos.

A floresta é a casa de Ossaim, que divide com outros orixás do mato, como Ogum e Oxóssi, o seu território por excelência, onde as folhas crescem em seu estado puro, selvagem, sem a interferência do homem; é também o território do medo, do desconhecido, motivo pelo qual nenhum caçador deve penetrar na floresta na mata sem deixar na entrada alguma oferenda, como alho, fumo ou bebida. Medo de que? Medo dos encantamentos da floresta, medo do poder de Ogum, de Oxóssi, de Ossaim; respeito pelas forças vivas da natureza, que não permitem a pessoas impuras ou mal-intencionadas penetrar em sua morada. Se nela entrarem, talvez jamais encontrem o caminho de volta.

Ossaim teria um auxiliar que se responsabilizaria por causar o terror em pessoas que entram na floresta sem a devida permissão. Aroni seria um misterioso anãozinho perneta que fuma cachimbo (figura bastante próxima ao Saci-Pererê), possui um olho pequeno e o outro grande (vê com o menor) e tem uma orelha pequena e a outra grande(ouve com a menor). Muitas vezes Aroni é confundido com o próprio Ossaim, que, segundo dizem, também possui uma única perna. Não se pode por isso confundir Ossaim com o Saci-Pererê, que é um personagem do folclore brasileiro. Ossaim é orixá de grande fundamento, que possui uma só perna porque a árvore, base de todas as folha possui um só tronco.

De acordo com a história desse orixá, há uma rivalidade entre Ossaim e Orunmilá, que reflecte, na verdade, a antiga disputa entre os Oníìsegùn – mestres em medicina natural que dominavam o poder das folhas – e os Babalawó – sacerdotes versados nos profundos mistérios do cosmo e do destino dos seres, os pais do segredo.

Ossaim é um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima com a fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam, do panteão Jeje assimilado pelos Nagô, como Nana, Omolú, Oxumaré e Ewá. Ossaim é um deus originário da etnia Ioruba. Contudo, é evidente que entre os Jeje havia um deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso Ossaim dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.


Uma confusão latente refere-se ao sexo de Ossaim; é preciso esclarecer que se trata de um orixá do sexo masculino. Entretanto, como feiticeiro e estudioso das plantas, não teve tempo de relacionamentos amorosos. Sabe-se que foi parceiro de Iansã, mas o controvertido relacionamento com Oxóssi, que ninguém pode afirmar se foi ou não amoroso, é o mais comentado.

Na verdade, Ossaim e Oxóssi possuem inúmeras afinidades: ambos são orixás do mesmo espaço, da floresta, do mato, das folhas, grandes feiticeiros e conhecedores dos segredos da mata, da Terra.


Características dos filhos de Ossaim
Os filhos de Ossaim são pessoas extremamente equilibradas e cautelosas, que não permitem que as suas simpatias ou antipatias interfiram nas suas opiniões sobre os outros. Controlam perfeitamente os seus sentimentos e emoções. Possuem grande capacidade de discernimento e são frios e racionais nas suas decisões.

São pessoas extremamente reservadas, não se metem em questões que não lhe dizem respeito. Participam em poucas actividades sociais, preferindo o isolamento. Elas evitam falar sobre a sua vida, sobre o seu passado, preferem manter certa aura de mistério. Geralmente, não têm nada de mais a esconder, mas desejam manter reserva.

Pressa e ansiedade não fazem parte das suas características, pois são pessoas dadas aos detalhes e caprichosas no cumprimento das suas tarefas. Possuem gosto por actividades artesanais que exigem isolamento e paciência; não gostam de ter chefe nem subalternos, não se prendem a horários, apreciam a independência para fazer o que gostam na hora que querem. São pessoas fascinadas com as regras e tradições, adoram questioná-las. Possuem um gosto exacerbado pela religiosidade.

Intecab



ORIGEM

O Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira - INTECAB*, é resultado de um longo processo e emergiu como necessidade nacional , decorrente do intenso movimento internacional promovido pela Conferência Mundial da Tradição dos Orixá e Cultura -COMTOC. Esse processo desenvolveu-se no início da década de 1980, quando chefes religiosos da África , América do Norte , América do Sul (incluindo o Brasil) e Caribe reuniram-se em Nova York , no Caribbean Cultural Center. Estiveram presentes no Encontro Deóscoredes Maximiliano dos Santos , o Mestre Didi, Alapini do Culto aos Eguns (Brasil); o então Reitor da Universidade de Ilê Ifé(Nigéria), Vande Abimbolá; o Ougan Vodun do Haiti Max Bauvoir; o Babalawô Lucumi de Cuba,Julito Collazo; com a colaboração da Presidente do Caribbean Cultural Center, Marta Vega(EUA) e a Coordenadora Geral da Sociedade de Estudos das Culturas e da Cultura Negra no Brasil-SECNEB, Juana Elbein dos Santos (Brasil).
Nessa ocasião foi discutida a possibilidade de intercâmbio a nível mundial da tradição dos Orixá e sua cultura , assumindo esse Encontro de Nova York importância histórica para iniciar o processo contra a fragmentação da religião de origem africana no mundo. Os líderes religiosos decidiram promover Conferências Internacionais , as COMTOCS, para dar continuidade ao processo de intercâmbios. Logo em 1981, realizou-se em Ilê Ifé na Nigéria, a 1ª COMTOC, organizada pelo Departamento de Leitura e Língua Africana da Universidade de Ifé , com apoio do Caribbean Cultural Center e da Sociedade de Estudos das Culturas e da Cultura Negra no Brasil-SECNEB.
A 2ª COMTOC foi realizada no Brasil em 1983 e trouxe para a Bahia os mais expressivos líderes religiosos e intelectuais do mundo ligados a tradição religiosa africana . Essa Conferência aconteceu no Centro de Convenções de Salvador .Já a 3ª COMTOC teve sede em Nova York, em 1986 , no Hunter College, com representantes dos EUA,Caribe,África e uma numerosa e expressiva delegação do Brasil.A participação da delegação brasileira foi um dos pontos altos da 3ª COMTOC, tendo seus integrantes contribuído com 38 comunicações escritas, ilustrações de dança e música sacras, concerto de percussão, exposição coletiva de artistas plásticos e uma exposição individual do Mestre Didi, no Schomburg Center.




CRIAÇÃO

A criação do INTECAB foi proposta no Brasil após a 3ª COMTOC, durante o 1º Encontro Nacional da Tradição dos Orixá e Cultura, realizado em Salvador, em agosto de 1987, coordenado por Mãe Stella Azevedo e o Alapini, Mestre Didi.O Encontro contou com a participação de expressivos representantes dos diversos estados brasileiros e suas diversas expressões afro-brasileiras. A proposta de criação do Instituto foi encaminhada para discussão, reflexão e sugestões aos representantes dos estados participantes.
A discussão centrou-se em se o INTECAB deveria ou não abranger a tradição afro-brasileira com todos seus desdobramentos, incluindo a Umbanda e outras correlatas, desde que mantivessem a preservação de seus princípios originais afro-brasileiros. Essa polêmica gerou alegações sobre a legitimidade da participação das diversidades ocasionando a saída daqueles que sustentavam que a instituição apenas congregaria a tradição dos orixá. A reunião continuou na sede da Sociedade de Estudos das Culturas e da Cultura Negra no Brasil -SECNEB, com a coordenação de Deóscoredes Maximiliano dos Santos , Mestre Didi, Alapini, contando com as demais delegações que acordaram com a continuidade da concretização do INTECAB.
Decidiu-se a criação do Conselho Religioso Nacional, que voltou a reunir-se em outubro de 1987, com representantes de cada estado, decidindo-se pela criação do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira -INTECAB com instalação da Coordenação Nacional na Bahia. Ao mesmo tempo, foram criadas Coordenações Estaduais em cada um dos estados fundadores: Pernambuco, Rio de Janeiro,Maranhão e Minas Gerais. Posteriormente foram criadas as Coordenações Estaduais de São Paulo, Pará, Sergipe e Paraíba.



OBJETIVOS
O objetivo principal do INTECAB é preservar os valores espirituais,culturais e científicos da religião tradicional africana no Brasil e seus desdobramentos, aprofundando o intercâmbio a nível nacional e internacionalmente.A instância superior do INTECAB é o Conselho Religioso Nacional, integrado por altos dignatários das comunidades-terreiro da Bahia,Minas Gerais,Rio de Janeiro,Maranhão,Pernambuco,São Paulo,Pará,Sergipe e Paraíba.
O Coordenador do Conselho Religioso Nacional é o Alapini Deóscoredes Maximiliano dos Santos , o mestre Didi, Sacerdote Supremo do Culto aos Ancestrais, e um dos sete membros fundadores do 1º Comitê Internacional da COMTOC. O Conselho Religioso Nacional congrega além dos membro fundadores dois representantes de cada um dos Conselhos Religiosos Estaduais. A partir da sua organização,outros estados brasileiros tiveram seus representantes incorporados ao INTECAB. Para o INTECAB não cabe , no contexto das Américas, pretender superar ou fragmentar as diversas manifestações religiosas herdadas ou emergentes da vertente africana.sem pretender interferir ou misturar essas variáveis da religião tradicional africana - resultante dos diferentes territórios e nações de origem africana e de posteriores elaborações sócio-históricas.O INTECAB propõe absoluto respeito a essa diversidade,sem estabelecimento de hegemonia de nenhuma nação ou das diversas expressões dentro da religião africana . Seu lema: União na Diversidade.
O INTECAB não é uma instituição religiosa de caráter litúrgica, embora composta em sua maioria por integrantes da comunalidade espiritual africano-brasileira, visa a preservação, continuidade e expansão dos valores da tradição, propondo-se a atuar através de aprofundamentos teológicos e litúrgicos, da expansão cultural através de intercâmbios e de trocas de experiências. O INTECAB é um Instituto de caráter deliberativo.A estratégia do INTECAB não possui caráter punitivo,mas sim, de apoiar os valores genuínos que constituem as culturas e religiões africano-brasileiras.


* Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira - INTECAB, faz parte da Comissão Executiva da V Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa - 1a Caminhada Nacional do Povo de Santo





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e venha fazer parte dessa história!

Lançamento Oficial: Fórum Paranaense das Religiões de Matriz Africana